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TVs com internet

30.11.2011
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Desde que a web começou a se popularizar, em meados dos anos 1990, uma série de projetos tentaram unir internet e televisão. Começando com a finada WebTV, da Microsoft, várias empresas tentaram, em vão, unir a ampla gama de funções da internet com a conveniência da TV.

A novidade é que, nos últimos anos, essa união começa a se tornar viável e a atrair um número relevante de consumidores. Avanços na banda larga, na capacidade de processamento dos aparelhos de TV e nos sistemas de navegação na web estão tornando o uso da internet na TV mais atraente.

No Brasil, o mercado de TVs com internet está em crescimento. “Em 2010, foram vendidos cerca de 500 mil aparelhos de TV com internet. Neste ano a projeção é de 2,5 milhões. E, em 2012, essa marca deve ser de 5 milhões de aparelhos”, diz Rafael Cintra, gerente-sênior da divisão de TVs da Samsung Brasil. Atualmente, o mercado brasileiro de TVs, incluindo todos os tipos de televisor, gira em torno de 10 milhões de aparelhos vendidos por ano.

Neste ano, 25 dos 45 modelos de TV lançados pela Samsung vêm com acesso à internet, contra 13 modelos em 2010. O modelo mais barato, de 32 polegadas e tela LED, custa R$ 1.999.

Segundo Cintra, a expectativa do mercado é que, em dois anos, todos os aparelhos de TV já saiam de fábrica com acesso à internet. ”O interesse pela internet na TV já é grande hoje. O consumidor está mais preocupado com TVs conectadas do que com a tecnologia 3D, por exemplo”, afirma.

Vídeo sob demanda é a atividade mais popular – As TVs com internet trazem uma grande variedade de funções, como navegação na web, uso de redes sociais, jogos, aplicativos de receitas e outros tipos de programa. Mas, segundo os fabricantes, a atividade mais popular é o vídeo sob demanda (uso da TV para ver vídeos em sites como YouTube e portais e também alugar filmes em sites como Netmovies e Netflix).

“Pessoas de uma geração mais antiga costumam começar a usar sua TV conectada pelo vídeo sob demanda, já que esse conceito é mais familiar. Esse tipo de serviço, portanto, serve como porta de entrada para outras funções da TV, como os aplicativos”, diz Daniel Almeida, gerente da área de TVs da LG Brasil.

Cerca de metade das TVs lançadas pela LG este ano têm acesso à internet. O modelo mais barato, com tela de 32 polegadas, custa R$ 2.099.

Segundo Almeida, os aplicativos das TVs com internet costumam ser mais usados por um público mais antenado, já familiarizado com o conceito. “O conceito de aplicativos dos smartphones ajuda o consumidor a entender sua função na TV conectada.

Com o aplicativo vem a ideia de que uma tarefa específica pode ser mais bem executada por um programa do que por uma solução mais genérica, o navegador”, afirma. Segundo Almeida, os aplicativos ampliam as funções da TV. “Por meio desses programas é possível divertir, educar e informar. Tudo na televisão”, diz.

Banda larga é maior obstáculo – Com os preços das TVs em queda e o maior interesse dos consumidores, o maior obstáculo para a popularização das TVs com internet é a banda larga brasileira. “A qualidade da banda larga no Brasil vem melhorando, mas o acesso a ela ainda é um pouco restrito. E para aproveitar ao máximo as TVs com internet, é necessário uma banda larga de, pelo menos, 2 Mbps”, afirma Marcelo Varon, gerente de Internet Video da Sony Brasil.

Segundo Varon, uma banda larga de 2 Mbps é o valor mínimo recomendado para para navegar na web e ver vídeos com qualidade menor (padrão SD). Para assistir a vídeos em alta definição, o valor mínimo recomendado é de 5 Mbps.

Fonte: http://tecnologia.ig.com.br

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